domingo, 20 de setembro de 2015



 Parecia nítido como trovões as batidas em meu peito, numa medida preventiva sorri, aqueles sorrisos mecânicos de quando se encara o espelho atras de restos de comida...minha maior surpresa foram teus olhos não terem notado a diferença, talvez estivessem ocupados demais com seus pensamentos ou eu quem me desconcentrava em descobri-lo e nunca notara que nada ele sabia de mim. 

Continuei forte, evitando que enfim viesse toda aquela tempestade que meu peito estava a preparar e me despedi, sem todas as características que nossas despedidas costumavam ter, talvez porque estas estavam chegando ao fim e ganhando cada vez mais aceitação, e mais uma vez ele pareceu ignorar tudo o que meu silencio estava a dizer e partiu na direção contraria, na rua contraria, num caminho que parecia nunca enfim voltar a cruzar o meu...


 A chuva enfim alcançara meu rosto, atingira meu peito e agora inundava meu sorriso mais verdadeiro, não que estivesse feliz, apenas livre.

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