segunda-feira, 10 de junho de 2019

S.M.

   Ora, ora...quanta coragem aparecer por aqui depois de simplesmente entrar em panico quando o perigo bateu a porta. Onde estava? lembro de lhe dizer que finalmente teriamos alguma diversão por aqui e logo em seguida eramos apenas eu, e meus parceiros contra todos aqueles porcos que pensam que vão vencer essa guerra.
   Pois bem, ja que tem essa cara de pau use a como escudo, as coisas nunca estão realmente calmas, agora acomode-se enquanto nos é permitido e lhe darei mais uma chance, gostei de voce mesmo sendo um frango. 
  Como ia dizendo vim para cá sozinha, quando decidi atravessar a porta fui tida como morta para minha família, não os julgo, a menina que fui jamais se tornaria a mulher que sou, e esse atrito só poderia suceder duas pessoas completamente diferentes. Por isso aceito sua morte e então meu nascimento. 
Tem um isqueiro? Deixa já encontrei.
   Você perdeu algumas novidades, naquele ultimo ataque Adalbert avançou no placar, mas logo eu mesma começo um ataque só para equilibrar isso, foram só uns sete homens a mais nada que uma granada não resolva, não que eu seja competitiva, mas aquele sorriso superior que só seus dentes tortos poderiam criar me irrita mais que uma farda suja de sangue.
  Sabe o que é mais irônico aqui: LUTAR PELA PAZ! Quando alguém diz coma para matar a fome faz muito sentido, mas matar para enfim vivermos em paz esta um pouco fora dos eixos não concorda? Disse a mão que almeja um rifle, sim eu sei. Mas não sou eu quem faz as regras, sou apenas o peão controlado pelos dados e não, não me envergonho, pois esse é o jogo.

Terei de me ausentar, calma não precisa fugir novamente.até breve ou nunca mais.


 S.M.

 Como todas as manhãs, o sol invadira o quarto até seus olhos teimosos finalmente se tornarem plateia para todo seu esplendor. Não que o show fosse interpretado de tal maneira, mas o sol  encarava assim até porque ela se levantava e fechava as cortinas para dar fim ao espetáculo...
Haviam em teus olhos ondas tempestuosas que me inclinavam a mergulhar, não que soubesse ao menos nadar, mas teu peito se mostrara canoa dentre todo teu mar.

domingo, 9 de junho de 2019


 Sua falta tornou-se oxigênio, as poucas lufadas de ar que consigo me permitem seguir mas nunca inspirar-te profundamente. E para os que dizem que a falta de folego é a paixão, não viveu com os pulmões cheios de ar e sentiu aquela breve tontura de excessos e o desassossego dos vazios. 




sexta-feira, 10 de agosto de 2018

 
 Ela tinha essas muitas chances, ja fora escritora, vendedora, menina, cientista até mulher. Ja fora lutadora, perdedora, deprimida até psicanalista. Ja vi ser covarde, fazer maldade e até amiga, dar tudo o que tinha, ser realista. Ja vi sonhar alto demais e a desacreditar de tudo, ja vi ateia, ja vi plebeia, ja vi dar sermões, abraços, criar laços e destruir quaisquer raiz, essa menina ja foi tantas e tantas ja foram ela que não sei quem virou agora, sigo em sua busca, um tanto descrente do enfim encontro mas tem algo que nunca ha vi perder, teus olhos quando de relance tem um brilho iluminado que nunca nenhuma delas deixou de ter.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018


Ele chegou num compasso desajeitado, pude notar um leve trepidar, como um cavalo no seu primeiro andar buscando firmeza na experiencia apenas do olhar. Seu nariz direcionado aos céus não lhe ajudavam para coordenar mas ele não iria abaixar a cabeça, era quase como um teste de suas aptidões e inapto ou não ele apenas ia continuar.


Ele trazia inocência, aquela instigante inocência, onde guerras são vencidas sem armas, aquela onde existem possibilidades de gigantes desmoronarem com uma pequena pedra, onde 365 chances são ilimitadas para qualquer escolha que possa resolver decidir.


Além disso ele sorria, um sorriso inapropriado para a ocasião, ele sorria como quem acha graça em uma piada de velório estando em um, como se um dia cansativo fosse só uma brisa de verão e ainda tivéssemos folego pra garoa, ele sorria como se o suor fosse um mar de aventuras e nenhum mergulho fosse saciável o suficiente para o verão.


Seguia como quem conhecera o caminho de olhos fechados, mesmo que eles tenham acabado de realmente abrir, e chegou ate mim num abraço embalador dizendo apenas 


Venha comigo e pode acreditar, prazer 2018!

domingo, 20 de setembro de 2015



 Parecia nítido como trovões as batidas em meu peito, numa medida preventiva sorri, aqueles sorrisos mecânicos de quando se encara o espelho atras de restos de comida...minha maior surpresa foram teus olhos não terem notado a diferença, talvez estivessem ocupados demais com seus pensamentos ou eu quem me desconcentrava em descobri-lo e nunca notara que nada ele sabia de mim. 

Continuei forte, evitando que enfim viesse toda aquela tempestade que meu peito estava a preparar e me despedi, sem todas as características que nossas despedidas costumavam ter, talvez porque estas estavam chegando ao fim e ganhando cada vez mais aceitação, e mais uma vez ele pareceu ignorar tudo o que meu silencio estava a dizer e partiu na direção contraria, na rua contraria, num caminho que parecia nunca enfim voltar a cruzar o meu...


 A chuva enfim alcançara meu rosto, atingira meu peito e agora inundava meu sorriso mais verdadeiro, não que estivesse feliz, apenas livre.